A ganhadora de cinco prêmios Grammy, Lauryn Hill, se apresentou no Credicard Hall, em São Paulo, nesta terça-feira (7). O show estava marcado para começar às 21h30, mas começou às 23h30, após longa introdução da banda que acompanha a cantora.
Lauryn Hill surgiu para o mainstream a frente do Fugees, grande banda dos anos 90 que tinha Wycleff Jean como um de seus idealizadores. A carreira solo da cantora foi aclamada logo no disco de estréia, o que rendeu cinco grammys em 2000.
Mesmo com as duas horas de atraso em relação ao horário marcado (era pra ser às 21h30, começou às 23h30), mesmo com a “novidade” de que a cantora só entraria no palco depois de uma banda de abertura (os paulistas Red, com três cantores fazendo um pop rock à la O Rappa), mesmo com um DJ “aquecendo” o público por mais meia hora até que Ms. Lauryn Hill desse as caras.
Mesmo assim, a senhora Lauryn empolgou os presentes com vários hits de seu único álbum solo e dos Fugees, começando com Lost Ones e seguindo com Hurts so Bad, Ex Factor, Zion, How Many Mics, Fugeela, Ready or Not e por aí foi.
Diferentemente das apresentações que fez na cidade em 2007, Lauryn escolheu trazer uma banda menos jazzística e entoar versões mais fiéis (ou menos alteradas) de seus sucessos, e provou que não perdeu a voz coisa nenhuma: o som rouco e forte está ali, rascante como sempre, sem abusar de agudos desnecessários e fazendo rap como ninguém. Lauryn Hill é uma das grandes rimistas de que se tem notícia, até hoje.
Toda coberta por casaco, gola fechada, boina e calças compridas, a senhora Hill só parece mesmo excêntrica no começo do show, até o momento em que engata e começa a pular enquanto canta e rima com total desenvoltura, mostrando que o rap é sua origem e que nisso ela é a melhor.
A pista VIP montada no Credicard Hall deixa os “reles” fãs da pista comum desnecessariamente distantes do palco – até um bar entre as duas pistas foi montado na casa, um enigma absurdo até agora não decifrado.
Casa lotada
Fora isso, com casa lotada, o show foi inesperadamente bom e revigorante para a imagem da “tia” Lauryn. Aos 35 anos, ainda linda e no domínio de sua voz, ela mostrou estarem enganados os que apostam em seu declínio ou decadência artística. Falta um disco novo, é fato, mas no palco ela ainda faz sucesso com os hits das “antigas”.
A noite terminou com a deliciosa Doo Wop (That Thing), ainda guardada no coração daqueles que vibraram com a ex-Fugee arrebentando no final dos anos 90 (faz tempo!). Sem bis, Lauryn, já descalça, deixou o palco satisfeita com o calor dos paulistanos nessa noite chuvosa. Afinal, ela é de Nova York, e não de Los Angeles.
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Olá Andre Marques!!!!
Sou Fernanda Portugal,produtora da Banda RED e venho através desta agradecer a nota que vcs escreveram sobre a Banda RED abertura do show da Lauryn Hill. Se quiserem conhecer um pouco mais sobre nosso trabalho, seguem meus contatos.
11 22958504 ou 11 91169931
Obrigada e até uma próxima oportunidade.